Não precisamos de fazer nada para que aconteça. Ou para a manter.
A rotina mantém-se a ela própria.
Parece-nos tão básica que nem precisamos fazer nada.
É como o acto de respirar.
É algo que fazemos normalmente com pouca consciência.
Apenas respiramos.
Sem nos sentirmos de verdade.
Sem demonstrarmos que somos gratos.
Sem admirarmos.
Tudo isto está lá, na rotina, a admiração a gratidão a consciência, contudo tudo o que é pouco consciente, quase quase que deixa de ser. De existir.
Perde-se.
A surpresa.
Vou chamar-lhe surpresa versus rotina mas podia dar-lhe outros quantos nomes.
Para este estado temos que fazer algo.
Ou escrever.
Ou agir.
Ou programar.
Ou reparar.
Fazê-lo notar-se.
Dar-lhe destaque.
Dar-lhe consciência.
E sabemos de antemão que a outra ou as outras pessoas não sabem que está a acontecer.
Do género, eu estou ou vou fazer algo sem ninguém saber.
Apenas porque o desejo.
Sim, o estado surpresa versus rotina também podia denominar-se desejo.
[este estado de desejo também existe na rotina ainda que com o tempo se vá tornando ténue.
Morno, e pouco consciente ]
Estou aqui a pensar que das coisas que mais desejava sem me aperceber em consciência era que me...
E tu o que desejas para o teu desejo?
O que te faz vibrar?
Sem comentários:
Enviar um comentário